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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
UM GRANDE PROJETO
SINOPSE:
''Em Busca Do Tempo Perdido'' não se enquadra em qualquer escola ou corrente literária, muito
embora sua escrita mantenha traços de Impressionismo e haja na obra pontos de contato com o
Simbolismo. São sete livros originais que compõe a obra completa. São dezenas de personagens
que se cruzam em histórias de amor, ciúmes e inveja, na França da Belle Époque. A narrativa vai
passando do detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem projeções definidas, num constante
reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado. A obra é um retrato da sociedade
de uma época, um mergulho no universo da burguesia francesa que permite que o leitor sinta as
divergências entre nobres e burgueses. Os sete volumes dividem-se em:
– volume I - 'No Caminho de Swann', Ano 1913
– volume II - 'À Sombra das Moças em Flor'; Ano 1918
– volume III - 'O Caminho de Guermantes', Ano 1920
– volume IV - 'Sodoma e Gomorra', Ano 1921
– volume V - 'A Prisioneira'; Ano 1925
– volume VI - 'A Fugitiva', Ano 1925
– volume VII - 'O Tempo Recuperado'. Ano 1927
sábado, 27 de outubro de 2012
Thomas Mann e Albert Camus sobre Nietzsche p.67-70
Thomas Mann e Albert Camus sobre Nietzsche p.67-70
O elo entre os ensinamentos de Nietzsche e os horrores do século XX é muito complexo e não pode ser tratado de forma superficial ou simples. Duas das melhores tentativas de resolver essa questão podem ser encontradas em Thomam Mann e Albert Camus.
Pata Thomas Mann, é Nietzsche é uma “personalidade de prodigiosa plenitude e complexidade cultural, sintetizando tudo o que é essencialmente europeu”. Para Mann, como para muitos autores Nietzsche é em essência um pensador apolítico (“distante da politica e inocentemente espiritual”, escreve ele,) Cujas ideias, não obstante, prenunciam os tempos do imperialismo e, mais ainda, a área fascista do Ocidente, em que “estamos vivendo e continuaremos a viver por muito tempo, apesar da vitória militar sobre o fascismo”. Para Mann, Nietzsche não era um fascista, mas alguém que via a ameaça surgindo e soube que perigos havia pela frente. No entanto, ele também mostra que a principal deficiência do pensamento de Nietzsche era constituir um “esteticismo heroico” incapaz de fazer de qualquer coisa para preveni um mal como o holocausto. “Ao mesmo tempo, saliente Mann, é precisamente esse “esteticismo dionisíaco” de que faz de Nietzsche o maior critico e psicólogo da moral conhecida na história da mente humana”. O que o caso de Nietzsche nos oferece, argumenta Mann, é o insolúvel conflito entre a visão estética e a visão moral do mundo ( Mann equipara a ultima ao socialismo). Ele termina suas reflexões com uma nota gritantemente moral, afirmando que o esteticismo, sob cuja bandeira os espíritos livres do século XIX – como Nietzsche - se levantaram contra moral burguesa, em ultima analise pertence à própria era burguesa. O que hoje é evidente, Mann escreve, na esteira dos horrores da guerra, é que precisamos transcender a visão estética da vida e entrar na de caráter moral e social, pois “uma filosofia estética da vida é fundamentalmente incapaz de subjugar os problemas que somos chamados a resolver”.
Uma perspectiva semelhante é adotado por Albert Camus em seu clássico estudo, L’Hommem Revolte. E que um capitulo intitulado “L’affimation absolue”, Camus interpreta a obra de Nietzsche como uma lógica peculiar da vida, uma lógica da afirmação. Da mesma maneira que a obra de Sade, o desafio do pensamento de Nietzsche consiste em seu solapamento da base da moralidade. Esses pensadores estendem o pensamento até o ponto em que, quase literalmente, todo o inferno se desprende e um universo ímpio principia:
“Quando o homem submete Deus ao julgamento moral, mata-o dentro de si. Qual é então, o fundamento da moral? Nega-se Deus em nome da justiça, mas pode-se compreender a ideia de justiça sem a ideia de Deus? Não chegamos então a um absurdo”? (CAMUS, HR)
A grande questão de Nietzsche para Camus é se podemos viver sem acreditar em nada. A resposta de Nietzsche é sim; sim, contanto que aceitamos as consequências finais do niilismo – da percepção do mundo e da existência capaz de revelar que “nada é verdadeiro, tudo é permitido”(SGM III, 24) – e se, emergindo no deserto, sentimos ao mesmo tempo dor e alegrai. “bem e Mal” , em suas formas absolutas, incondicionais ou universais, já não existem. A tarefa, Agora, é viver além: além do bem e do mal, em que e a unidade caritativa de bem e mal resulta na afirmação do mais criativo bem. Isso significa que nos livramos da necessidade de sentenciar o mundo, a partir da arrogância antropomórfica dos seres humanos. Sentenciar a vida é negá-la e difamá-la. Essa é a Antinomia, Nietzsche diz: na medida em que acreditamos na moralidade, condenamos a vida (VP 6). Por séculos a moral existiu sustentada pelos fundamentos religiosos e crenças do cristianismo. Mas agora o cristianismo declina, aproxima-se do fim, e a moral revela-se um sintoma de vida em declínio e em decadência. “Nós” precisamos subir até mais altas de vida. O ateísmo para Nietzsche, portanto, Salienta Camus, é tanto radical como construtivo. “Privado da vontade divina”, Camus escreve “o mundo é igualmente privado de unidade e finalidade”. Este não é um mundo fácil ou cômodo de se viver. Os que não podem manter-se firmes acima (uber) da lei devem achar outra lei ou buscar refugio na loucura (A 14).
Ser livre é abandonar fins, propósitos objetivos e metas. Dessa maneira, restitui-se à vida a inocência do vir-a-ser. A total aceitação da total necessidade – de que não se precisa de nada para ser diferente – iguala-se à liberdade. Logica contida nessa afirmação de vida sem objetivo ou meta leva Camus a escrever que:
Esse consentimento magnifico, nascido da abundância e plenitude de espírito é a irresoluta afirmação da imperfeição e sofrimento humanos, do mal e do homicídio, de tudo o que é problemático, e estranho em nossa existência.
Ele insiste no ponto crucial: “Nietzsche não que nenhuma redenção”. A alegria da autocriação é a alegria do aniquilamento, pois o individuo “Esta perdido no destino da espécie e no eterno movimento das esferas”.
Pelo que exatamente, segundo Camus, Nietzsche é responsável?
Essa é uma pergunta difícil de responder. A critica a Nietzsche de Camus, como a de Mann, é feita do ponto de vista moral. “A partir do momento em que o aspecto metódico do pensamento nietzschiano é negligenciado”, escreve ele, “sua Logica rebelde não reconhece nenhum limite”, e os assassinos e exterminadores, renegando o espirito ao pé da letra desse pensamento, Podem achar seu pretexto em Nietzsche. Para Camus, Nietzsche representa “a manifestação” aguda da consciência do niilismo”:
“Deste o momento em que foi dada aceitação à totalidade da experiência humana, Abriu-se o caminho para outras que longe de enfraquecer, se fortaleceriam a partir do embuste e do assassino. A responsabilidade de Nietzsche consiste em ter legitimado, por estimáveis razões de método (...) o direito à desonra, de que Dostoievski já dissera que, se oferecêssemos, ás pessoas, podíamos sempre estar certos de vê-las atirarem-se a ele”.
Antecipando o futuro reino do Ubermensch, Nietzsche sucumbe à grande tentação encontrada em todo o pensamento utópico radical do período moderno: A secularização do ideal. Esta, para Camus, é a fonte da grande falha de Nietzsche. Sustentando que a filosofia de Nietzsche repousa basicamente sobre ambições religiosas (Nietzsche visto como mais um messias na longa sucessão de sacerdote ascetas), no entanto, Camus deixa de lado os aspectos auto alusivos da filosofia de Nietzsche, que zomba de sua própria autoridade e chama a atenção para a natureza pessoal de suas principais reflexões e ensinamentos (que a vontade de poder é sua interpretação da existência; que o eterno retorno representa sua formula para mais alta afirmação de vida possível etc.). Como veremos adiante Nietzsche concebe-se não como outro sacerdote asceta, mas como um comediante do ideal ascético.
Escrevendo no meio das consequências da guerra. E atentando chegar a um acordo sobre a larga escala e natureza do holocausto, Mann e Camus, Acharam impossível deixar, como Nietzsche nos convida a fazer, a ilusão dos juízo moral abaixo deles” (cl, os aperfeiçoamento da humanidade ”,I). Eles também acharam difícil ler Nietzsche como um comediante, dado o profundo impacto que sua obra tivera sobre cultura alemã. As resposta que apresentaram a esse desafio, escritas em uma conjuntura específica, levantaram questões que devem ser fundamentais para qualquer leitura de seus escritos. Ate que ponto é necessário defender a guerra e o “mal” para as forças criativas da vida serem cultivadas e utilizadas? Pode-se viver sem juízo moral? Se ser sobre –humano significa que o juízo moral é transcendido, não devemos fazer tudo o que pudermos para nos tornarmos humanos(demasiado humanos)? È possível transcender o humano? Como distinguirmos entre forças “ ascendentes” e “descendentes” de vida , sem falara em definir tais forças?
PEARSON, Keith A. Nietzsche como pensador politico. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1997 p 239.
sábado, 20 de outubro de 2012
estudos.
Camus não é separado da comunidade
humana que serve. É o prazer de ter salvo
não se orgulha da idéia em si, mas "a idéia de
homem após este desastre de inteligência "(243). Se I
revolta em nome da natureza humana exige que eu
está em cada homem igualmente respeitada. No final da
itinerário, e Camus encontrou o princípio da universalidade
da moral kantiana. Mas é verdade que ele não esperou
O rebelde para defender a causa do homem. Se alguém quiser
comprovar isso, basta dar ouvidos para a música
a grandeza absurdo. Nós não vamos deixar de reconhecer
Sísifo, o herói solitário cuja "luta para as alturas" (198)
aviso tom nietzschiano campeão não só
mas a dignidade de solidariedade humana. Não faz
destino "de um homem, que deve ser resolvida entre o
homens "(197)?
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Camus ne se sépare pas de la communauté
humaine; elle la sert. Ce qu'elle se félicite d'avoir sauvé,
ce n'est pas l'idée orgueilleuse d'elle-même, mais «l'idée de
l'homme au bout de ce désastre de l'intelligence » (243). Si je me
révolte, c'est au nom d'une nature humaine dont j'exige qu'elle
soit en chaque homme pareillement respectée. Au terme de
son itinéraire, Camus retrouve ainsi le principe d'universalité
de la morale kantienne. Mais il est vrai qu'il n'a pas attendu
L'Homme révolté pour plaider la cause de l'homme. Si l'on veut
s'en convaincre, il suffît de prêter une oreille attentive au chant
de la grandeur absurde. On ne manquera pas de reconnaître en
Sisyphe, ce héros solitaire dont « la lutte vers les sommets » (198)
garde une tonalité nietzschéenne, le champion non seulement de
la dignité mais aussi de la solidarité humaine. Ne fait-il pas du
destin «une affaire d'homme, qui doit être réglée entre les
hommes » (197) ?
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
T.S.Eliot
Porque o livro desenha uma imagem de homem, em crise. As poesias de T.S.Eliot. É uma "consciência" de seu Tempo .Inovador das formas poéticas,"revolucionário acadêmico .
Because the book draws a picture of a man in crisis. The poetry of T.S.Eliot. It is an "Awareness" of his time. Innovator of poetic forms, "a revolutionary academic."Traduzido um paragrafo de: JUNQUEIRA, Ivan ,Poesia T.S.Eliot;Rio de Janeiro: Nova Fronteira em 1981. p.11-51.
REBELIÃO NO PENSAMENTO DE ALBERT CAMUS
O Homem Revoltado é um livro de 1957, que exige, depois de uma primeira leitura, uma releitura, apurada dos conceitos filosóficos e pensamentos e expressões e diferentes de homens, a argumentação/dissertação de Camus sobre eles, que é(-me) impossível fazer uma síntese deste ensaio.
De certeza logo nas primeiras páginas, os capítulos da Revolução Metafísica. A dissertação do Camus sobre Nietzsche e sobre o aproveitamento e subversão que os nazis fizeram das suas teorias, mas onde Camus também faz uma, leve insinuação, de que Nietzsche não "fechou" a sua obra de forma a que não se pudesse fazer. Esse aproveitamento. De seguida, e como não podia deixar de ser, uma vez que o Camus era admirador confesso de Dostoiévski Camus vai buscar o Ivan dos Irmãos Karamazov, para servir de exemplo na sua dissertação sobre a crença em algo superior ou não. Com esta expressão literária -“este tudo é permitido”, diz Camus ai começa realmente a história do niilismo contemporâneo,com a expressão literária:“ Dostoiévski - se nada existe, tudo é permitido” ;
“Nietzsche - se nada existe, nada é permitido”.(CAMUS, 2005 p.77).Notas de rodapé II
Argélia, pais do norte da África que foi colônia da França; No filme A batalha de Argel de 1966 dos gêneros "Drama Histórico" e "Guerra", dirigido por Gillo Pontecorvo. Falado em francês e árabe. O roteiro se baseia em fatos ocorridos no período de 1954-1962, quando o povo da Argélia lutou contra a ocupação colonialista francesa no país (Guerra da Argélia). Camus Escreveu no jornal de resistência Combat; Mas não chega a ver seu país conquistar a independência, pelo fato de sua morte prematura.
O Conjunto das significações assumidas por uma palavra e as relações precisas que se podem estabelecer entre termos, diz-se campo semântico (O Dicionário de Termos Linguísticos).
Jornalista, autor de Albert Camus: Um elogio do ensaio (Ateliê editorial), Organizador e tradutor da antologia A inteligência e O cadafalso e outros ensaios, de Albert Camus (Editora Record)./blockquote>
O livro de Vicente Barreto, publicado em 1991, segunda edição, pela editora Paz e Terra, é um livro para estudantes que pretendem ter uma visão sintética, do conjunto da obra de Albert Camus. Barreto transmite neste estudo, em linguagem clara e objetiva, toda a extensão do pensamento e pontos nevrálgicos da pesquisa filosófica.
Conforme o Dicionário de filosofia Abbagnano p.468, sua explicação sobre existencialismos e seus termo: “Costuma-se indicar por esse termo, desde 1930 aproximadamente, um conjunto de filosofias ou de correntes filosóficas cuja marca comum não são os pressupostos e as conclusões (que são diferentes), mas o instrumento de que se valem: a análise da existência. Essas correntes entendem a palavra existência”.
Esta locução usa-se para indicar que a proposição parte de algo absurdo ou de coisas absurdas. Na lógica formal, reductio ad absurdum é usado quando uma contradição formal pode ser derivada de uma premissa, o que permite que alguém possa concluir que a premissa é falsa. Se uma contradição é derivada de uma série de premissas, isso mostra que pelo menos uma das premissas é falsa, mas outros meios devem ser utilizados para determinar qual delas.Um estudo minucioso sobre a obra de Kierkegaard, do estudioso Ernani Reichmann em seu livro Soren Kierkegaard textos selecionados, na página 242 a 246. Contém uma explicação do que o filósofo dinamarquês, entende por absurdo, apenas menciona e não explico, pela complexidade, pois para este o absurdo esta correlacionado com outros conceitos, por exemplo, o conceito de Escândalo.
Argélia, pais do norte da África que foi colônia da França; No filme A batalha de Argel de 1966 dos gêneros "Drama Histórico" e "Guerra", dirigido por Gillo Pontecorvo. Falado em francês e árabe. O roteiro se baseia em fatos ocorridos no período de 1954-1962, quando o povo da Argélia lutou contra a ocupação colonialista francesa no país (Guerra da Argélia). Camus Escreveu no jornal de resistência Combat; Mas não chega a ver seu país conquistar a independência, pelo fato de sua morte prematura.
O livro de Vicente Barreto, publicado em 1991, segunda edição, pela editora Paz e Terra, é um livro para estudantes que pretendem ter uma visão sintética, do conjunto da obra de Albert Camus. Barreto transmite neste estudo, em linguagem clara e objetiva, toda a extensão do pensamento e pontos nevrálgicos da pesquisa filosófica.
Conforme o Dicionário de filosofia Abbagnano p.468, sua explicação sobre existencialismos e seus termo: “Costuma-se indicar por esse termo, desde 1930 aproximadamente, um conjunto de filosofias ou de correntes filosóficas cuja marca comum não são os pressupostos e as conclusões (que são diferentes), mas o instrumento de que se valem: a análise da existência. Essas correntes entendem a palavra existência”.
Esta locução usa-se para indicar que a proposição parte de algo absurdo ou de coisas absurdas. Na lógica formal, reductio ad absurdum é usado quando uma contradição formal pode ser derivada de uma premissa, o que permite que alguém possa concluir que a premissa é falsa. Se uma contradição é derivada de uma série de premissas, isso mostra que pelo menos uma das premissas é falsa, mas outros meios devem ser utilizados para determinar qual delas.
Este estudo não trada destas questão, mas na esteira da filosofia, estes movimentos, épocas, tendências, devem ser nomeados. Na filosofia da 1º metade do século XX, reconhecem-se dois movimentos que, reatualizando tenências clássicas, pode, ser paradigmas de intenção de renovar o pensamento filosófico. Trata-se, da fenomenologia e da filosofia Analítica (MORA, 1982 p.6). José Ferrater Mora em seu livro: A filosofia analítica: mudança de sentido em filosofia. Faz uma esclarecedora explicação sobre este tema.
O termo Absurdo em alguns idiomas: grego. Παράλογος; latim. Absurdum; inglês. Absurd; francês. Absurde, italiano. Assurdó.
Experiência emocional de gratuidade da existência, ou seja, da perfeita equivalência das possibilidades existenciais. Essa noção foi introduzida na filosofia por Sartre e por ele ilustrada principalmente no romance intitulado; La nausée.
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