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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O mito de Sisifo. Nota de estudo

O mito de Sísifo. Nota de estudo Essa obra pode ser vista como o ensaio filosófico central da obra de Camus, pois nela se encontra exposta a filosofia a filosofia do absurdo, em torno da qual se organizam todos os outros temas do pensamento e da ação de Camus(POR EXEMPLO, O TEMA DA REVOLTA) Nesta obra, a questão do suicídio é decisiva. Não moralmente ( Camus não pergunta, como Kant, se temos o direito de nos matar), mas porque dá o ensejo a outra questão, a do sentido da existência. A morte voluntária não será a saída para aquele que entendeu a falta de sentido da vida? A experiência camusiana do absurdo lembra uma náusea satreaana : uma “lassidão mesclada de fastio” diante do banal e maquinal repetição dos momentos da existência. A perspectiva da morte, a necessidade de submeter-se à irracionalidade no mundo, tudo isso contribui para tornar mais preciosa a noção de Absurdo. Não é que o mundo, em si , seja absurdo. tampouco o homem. O absurdo nasce da confrontação desse mundo com o desejo humano de clareza e racionalidade.
*SÍSIFO, 56 a 20. Título de um drama satírico de Ésquilo (Nauck, p. 74) e de outro, também satírico, de Eurípides (N., p. 572). O primeiro traz no próprio título — Sísifo, Rolando a Pedra — alusão à conhecida pena sofrida no Hades (cf. Od. XI 593-600; Higin., fab. 60; Apol., Bibl. I 9, 3). Também é atribuído a Crítias, um dos Trinta Tiranos, um drama com este nome, de que resta um longo fragmento (N., p. 771), citado por Sexto Empírico (Ad. Math. 403), como exemplo de ateísmo. É de notar que alguns dos versos do mesmo fragmento são também atribuídos a Eurípides (Plut., De plac, p. 880 E).
*Aristóteles. Ética a Nicômaco ; Poética / Aristóteles ; seleção de textos de José Américo Motta Pessanha. — 4. ed. — São Paulo : Nova Cultural, 1991. — (Os pensadores ; v. 2)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O ABSURDO UMA CONDIÇÃO HUMANA EM ALBERT CAMUS

O ABSURDO UMA CONDIÇÃO HUMANA EM ALBERT CAMUS Ernani Augusto de Andrade* Resumo Neste artigo é feita uma análise sobre o conceito de Absurdo de Albert Camus (1913-1960) tendo com objetivo principal, a leitura do ensaio o Mito de Sísifo (1942). Camus um é existencialista pelos seus conceitos e modo que analisa o humano, mas não há um rigor fenomenológico em pensamento, Se não uma atitude frente a situação existencial. Em sua década marcada por guerras e avanços científicos, os filósofos percebe-se o esvaziamento de sentido no Homem contemporâneo. Camus, em seu “homem Absurdo” tenta criar modos de vida que fazem “esquivar” do trágico da vida, através do absurdo em que vive neste mundo. Tendo uma única pergunta valida ha ser feita: a vida vale a pena ser vivida? Palavra Chave Camus – Existência – Humano – Absurdo

terça-feira, 29 de março de 2011

um cristo.

O absurdo do cristianismo

Nada mais ilógico para todos entre todos os povos.Aqueles que viveram , andaram e registraram ficam com uma parte da história de Cristo.
Deus revelou-se a um povo:O Judeu dos grandes patriarcas Abraão,Adão, Jacó, Isaque, Moisés, Davi, Salomão.Homens comuns que agradaram a Deus.Antes tiveram um intenso relacionamento com Iaweh.
A prática dos Judeus era pautada na lei revelada.Seus rituais poderiam ser feitos apenas por Judeus para Judeus, ou seja gentil não era Salvo.
Com o Advento de Cristo.Uma dobra na história.Acontecia já no cerne da Discussão teologia Judaica de que Deus se encarna em um homem.Cristo meio homem meio Deus.O maior fracasso, o caso mais vergonhoso ao povo escolhido,Cristo.
Por que vergonha?
Como pode Deus nascer entre merda e mijo numa fedida e nojenta manjedoura.Nada de palácio riqueza.Como pode vim ser filho de pessoas pobres.O grande messias que veio para trazer gloria ao povo!Entre fatos e escritos e o que realmente aconteceu uma lacuna significativa.
O entendimento deste ministério aqueles da época foi de difícil esclarecimento.Cristo O logos. O Cristo das contradições, da fala em Parábolas, do contrario de seu povo. Fala com mulheres,crianças anda com leproso, doentes,cochos,adúlteros,ladrões,cobradores de impostos, homens simples pastores de ovelhas.Tudo que em sua época era considerado marginal,minoria em expressão;Imundos.
Seu ministério dito é para o amor.Suas praticas para um tipo de homem.Os grandes doutores da lei desacreditados!Cristo foi a rachadura do poder,em Roma acusado de ser revolucionário.
O Povo judeu esperava o messias mas com gloria, poder!Mas Ele vem entre humildes,perdidos.Não aglomerou riquezas,não queria fama, não fazia apelo a sua própria imagem.Seus testemunhos são de que através de Deus ele era chamado a falar e anunciar através de Deus ele era Chamado a falar e anunciar o arrependimento e a procissão de fé de que DEUS é soberano.
Estamos vivendo muito longe desta história.De alguma forma o simbólico desta história.Temos os relatos, os evangelhos apócrifos.O texto já esta recheado de opiniões e tradições impresso na linguagem, vocabulário. Nosso desafio é crer no absurdo da cruz.CRISTO-NASCIDO-MORTO-RESSUCITADO, Fazendo disto o grande ato SALVADOR DE TODA A HUMANIDADE!!!!!
O louco é que ele era Deus, Anunciando o Verbo na carne.Como pode o principio Morrer.qual a ligação TRANCENDÊNCIA=IMANÊNCIA, Para os filósofos sem lógica e impossível! Pior ele morre por um Fraco e Impotente (os que jamais aceitaram).O triunfo A VITÓRIA SOBRE A MORTE!
ELE RESUSSITA!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gilles Deleuze, O FORA DA HISTORIA DA FILOSOFIA.

Ao forçar pensar em Deleuze dentro da filosofia não é metafisico e sim ontológico o seu horizonte de abordagem, o peso desta escolha lhe faz pagar uma cara hipoteca com velhos conceitos e descartar inúmeras posições e Conceitos do cânone filosófico , que congelou posições, travou a não mudança, reorganizar a própria história da filosofia que sempre buscou dentro de suas escolas a pureza para alcançar a verdade.
O que é de fato o cosmo? Porque estamos na Terra? Deus crio a terra ? Qual a origem do Homem? Peguntas com as quais filósofo ao longo de anos tentam clarear a obscura inteligencia, com teses, hipóteses, filósofos, estabeleceram Princípios, Métodos, com argumentos metafisico foi possível estabelecer limites, para a o Real, encarar como um Motor,como fez Aristóteles , uma passagem do Ser ao Não-ser como pensou Parménides, perceber que o caráter seletivo humano ajudava a realidade melhorar, fundamentando o conceito de Bem assim fez Platão.
Isto acontece no mundo Grego, na Idade média, se procurar fundamentar o Conceito de Deus, Passamos para a modernidade, Deus é colocado em cheque mas a dura realidades não está sobre os domínios de Deus, que julga, mas Apenas Calculo, planejou o mundo, Ainda para Deleuze este filósofo buscam na Metafisica o principio, como faz Descarte, estabelece que para se chegar a verdade,o Conceito de Cogito,ainda que este tenha já a pureza de encara a realidade sem um Deus julgador, Hegel cria um sistema Filosófico para que os indivíduos contemplem o Absoluto, o real o ideal se organiza na consciência.
Longe agora de questões assim o filosofo não busca a Verdade, colocar um principio Metafisico (fora da realidade), mas com a força do pensar pensa como Nietzsche, buscar teses explicações que de fato levam em conta tudo aquilo que não para de ser metamorfosear. Fluxo, Devir, Multiplicidade, fazem parte da dinâmica do existente, mas a unidade? Onde reconheço o que sou e fui? Agora começa o papel de um filósofo, Criar conceitos , parar e com a historia entra em sem movimento interno de criação de Conceitos, Buscar com o Sentido e problema o que pode o um pensamento responder.
Deleuze se utiliza dos outros filósofos e não filósofos para criar conceitos, como faz com Proust, Hume, kant, Nietzsche,Espinosa, Fitzgerald ,Artaud , escrevendo monografia sobre estes autores, Colando, recortando, torcendo conceito para pensar em sua própria filosofia. O rigor como cria conceito e inveta é balizado na vida. O pensar é humano, a orientação é livre, é todas as escolhas sobre todas as possibilidades são reais. Não há como chega em uma definição de Deleuze sem que se faça ver e passar entre os conceitos ressonância de outros autores e conceitos. Por isto esta monografia que pretende explicar o que é traçar uma linha de Fuga ? Atravessa outros Conceito, como Campo de Consistência, Rizoma, Molar/Molecular, Devir, Multiplicidade,Singularidade,Virtual/atual, Estratos,Agenciamentos, Desterritoritorialização, Corpo-Sem-Orgãos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O que é Traçar uma linha de FUGA para Gilles Deleuze

O que é Traçar uma linha de FUGA para Gilles Deleuze.

“Tudo vive num fluxo continuo na terra; nela nada conserva uma forma constante e definitiva”.
(Rousseau, Os devaneios do caminhante Solitário)


Indivíduos preenchidos por Hábitos, signos, uma moral. O devir Macho-Branco-heterossexual. O mundo tem suas singularidades Jeito, traço, o inconsciente e toda a irracionalidade humana. Aglomerados de forças que se singularizam, uma vida, Conceitos criados outros re-trabalhados por Gilles Deleuze, portanto este artigo tem o objetivo esclarecer o sobre o que fala quando se diz: -Devemos traçar uma linha de Fuga; Pois não se faz só assim, não se afirma:- eu sou assim! Unir corpo e terra e experimentar, Devir.Colocar há possibilidade em cheque, todas elas, ser capaz de sair de seu Habitar, não estabelecer pontos fixos a sim colocar em uma distribuição nômade que recorrem Acontecimentos múltiplos, o mundo esta em Fluxo/Virtual.
Uma e todas as chances de agir, fazer, construir, criticar, ajudar, chorar a melhor orientação sobre Aoin. Nos afirma com simpatia.

“È sempre sobre uma linha de fuga que se cria, não é claro, porque se imagina ou se sonha, mas ao contrario, porque se traça algo real, compõe-se um plano de consistência. Fugir, mais fugindo, procurar uma arma”.Diálogos, pg 158.

Trair assim diria o filosofo, pois se estamos na terra com pouco ou nenhuma certeza da especificidade Humana, ou seja, toda a orientação para a vida é fazer fugir, não escapar, mas vazar, enfrentar, Trair é criar Trapacear estabelecer territórios. Estabelecer parâmetros para uma vida que levem em conta sentir o presente, os instantes furta-se ao território, ver e se fazer parte do processo das vibrações e tensões que envolvem os corpos.
Deleuze e Guattari fundaram no ocidente uma nova noção de Ontologia; ou pelo menos fazer a filosofia Vazar para escapar não, virar uma redundância., O que é pensar? Afinal entre Vida e Conceitos. Há lacunas, contra-senso, paradoxo a filosofia deve abarcar seus problemas entre,buscar a sua gagueira.

Traçar um linha de fuga:
Na tentativa Deleuziana de explicar a dinâmica do existir, este passa pela Vida e toda sua carga de desejo/ódio, medo/alegria, travestis/drogados. Afinal entre os acontecimentos Deleuze aponta para uma lógica interna entre as misturas de força pontos Singulares:INTENSIDADE
Entre partículas perceptíveis Atual/Virtual, o homem vive sobre o Sol. Uma vida, por sua vez uma metamorfose acontece sobre a superfície, o lugar onde habita os sentidos, “O mais profundo é a pele”. Ao buscar superar a forma e a tarefa da filosofia Deleuze ao lado de vários filósofos e escritores, leva a própria filosofia a seu re-encontro Questões/ Problemas em que pontos das teorias , hipótese, explicações , sobre a vida colocaram um pre suposto para conseguir algo sobre a vida, Deleuze parte da vida na vida , e esta é as nossas armas, não haverá redenção, premio, pódio no final de cada ação humana, no entanto na terra devemos buscar o que ?
Superar o Conceito platônico de Simulacro, O Sujeito Cartesiano, o Nada de Heidegger, estar ai esta; é a condição, só se é forçado a pensar. Só se pode pensar Diferente. "Mas por que este desfile lúgubre de corpos costurados, vitrificados, catatonizados, aspirados, posto que o CsO é também pleno de alegria, de êxtase, de dança? Então, por que estes exemplos? Por que é necessário passar por eles? Corpos esvaziados em lugar de plenos. Que aconteceu? Você agiu com a prudência necessária? Não digo sabedoria, mas prudência como dose, como regra imanente à experimentação: injeções de prudência. Muitos são derrotados nesta batalha. Será tão triste e perigoso não mais suportar os olhos para ver, os pulmões para respirar, a boca para engolir, a língua para falar, o cérebro para pensar, o ânus e a laringe, a cabeça e as pernas? Por que não caminhar com a cabeça, cantar com o sinus, ver com a pele, respirar com o ventre, Coisa simples, Entidade, Corpo pleno, Viagem imóvel, Anorexia, Visão cutânea, Yoga, Krishna, Love, Experimentação. Onde a psicanálise diz: Pare, reencontre o seu eu, seria preciso dizer: vamos mais longe, não encontramos ainda nosso CsO, não desfizemos ainda suficientemente nosso eu. Substituir a anamnese pelo esquecimento, a interpretação pela experimentação. Encontre seu corpo sem órgãos, saiba fazê-lo, é uma questão de vida ou de morte, de juventude e de velhice, de tristeza e de alegria. É aí que tudo se decide"
Mil platôs - capitalismo c esquizofrenia, vol. 3 / Gilles v.3 Deleuze, Félix Guattari; tradução de Aurélio Guerra Neto et alii. — Rio de Janeiro : Ed. 34, 1996 (Coleção TRANS)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Etimologia de Socialismo.

Socialismo teoria social baseada sobre a igualdade de direito ao trabalho e ao lucro do trabalho. Todos os bens produtivos ( a terra, os edifícios, as maquinas, as fabricas) devem passar ao domínio inaliável da sociedade. Todos os privilégios devem ser abolidos para que se obtenha a mais completa igualdade possível, Do Frances socialisme, do latim Socialismus, de Social+Ismo. (Grande dicionário etimológico-Prosódico da língua portuguesa pg:3791 )


Palavra , conceito tem sua origem no radical Sócio cuja transcrição corresponde: Associado, companheiro, Aliado, XII Do latim. , Associação em 1844 do Frances association; A ssociar, agregar , unir, reunir, XVI. Do latim Associare; consociação XX. Do latim consociatio-onis, consciar verbo, associar XVIII. Do Latim consociare; consocio XVI, do latim, consocius; des-a -ssociar em 1881; dissociabil.idade, em 1881; dissociação 1858, do Frances dissociation, derivado do latim, dis-sociare; dissociável XVIII, do Frances dissociable, deriva do latim, dissociabilis. Insociabel-idade 1858, adaptado do Frances insociabilité , insocial, 1844 da latim, tradução Insocialis, insociável 1844, do Frances, insociable, derivado do latim , in-sociabilis –e; Sociabil-idade 1813. adaptado do Frances Sociabilité, Sociabil-izar, 1881 , social XVI Do latim socialis-e, Social-ismo, do Frances Socialisme.

Em fim o registro histórico desta palavra no dicionário etimológico Nova Fronteira de língua portuguesa , onde esta é cunhada no período moderno,Já em Lalande, pagina 1290 cito um parte; “ fui eu o primeiro a servir –me da palavra socialismo. Tratava-se de um neologismo nessa altura, um neologismo necessário: forjei esta palavra em oposição a Individualismo, que começava a circular. Isto há cerca de vinte cinco anos atrás” diz Pierre Leuroux , reclama a paternidade desta palavra, que não foi este que de fato o fez, segundo estudioso este teórico não passava de um entre vários saint-saimomianos, que entre os homens da época precisaram do neologismo. Mas com efeito esta pavra foi usada ante de Pierre Leuroux, ele não a forjou foi o primeiro a usar e explicara esta palavra sistematicamente

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A NOÇÃO DE “EMPIRISMO TRANSCENDENTAL” NA ONTOLOGIA DE GILLES DELEUZE

Ernani Augusto de Andrade PUC-PR
Orientador: Eladio Constantino Pablo Craia

O presente trabalho tem como objetivo abordar o problema do campo transcendental e sua perspectiva ontológica em Gilles Deleuze. Desde que Nietzsche o declarou pela primeira vez, importantes segmentos da filosofia do século XX afirmam que é necessário superar certas noções centrais da tradição filosófica, como são as de fundamento, identidade, substância, sujeito, oposição dialética, e ate o conceito de nada. Neste campo reflexivo se constitui a filosofia de Gilles Deleuze, a partir de suas teses ontológicas organizadas em torno dos conceitos de Diferença, Univocidade do Ser, entre outros. Podemos reconhecer que certa historia da metafísica procurou o fundamento, isto é, pensar um Ser que opere como princípio que ordena, organiza e orienta a dinâmica do existente. Em oposição a esta perspectiva, o Ser é para Deleuze pura diferença que se expressa ontologicamente num só sentido e numa só voz, aquilo que o autor francês chama de “univocidade”. Este conceito é retomado por Deleuze a partir de Duns Scot, Espinosa e Nietzsche. A busca de Deleuze em Lógica do Sentido consiste em mostrar como pode ser possível que o sentido do Ser se expresse como diferença. Assim, se pode apontar aquilo que de fato gira em torno do campo transcendental e o empirismo, segundo este é reinterpretado por Deleuze, enquanto conceitos que problematizam a questão do devir e a diferença. A articulação do campo transcendental serve ao estofo ontológico para esta problemática, assim, é possível determinar um campo transcendental impessoal, pré-individual que não se parece com os campos empíricos correspondentes e que não se confunde com uma profundidade indiferenciada. Por outro lado, este eu pré-individual supera a negatividade e a sua eventual oposição dialética. O transcendental não corresponde a um campo empírico, nem a uma consciência, ele é uma multiplicidade em permanente devir.