Então o senhor dirá que o
dinheiro é mau. Mau porque ele não substitui seu amor-proprio? Mau porque ele
não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? É este o motivo de
seu ódio ao dinheiro? O dinheiro será sempre um efeito, e nada jamais o
substituirá na posição de causa . O dinheiro é produto da virtude, mas não dá
virtude nem redime vícios. O dinheiro não lhe dá o que o senhor não merece, nem
em termos materiais nem em termos espirituais.É este o motivo de seu ódio ao
dinheiro? Ou será que o senhor que é o amor ao dinheiro que é a origem de todo
mal? Amar uma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é
conhecer e amar o fato de que o dinheiro criado pela melhor força que há dentro
do senhor, a sua chave-mestra que lhe permite trocar o seu esforço pelo esforço
dos melhores homens que há. O homem que venderia a própria alma por um tostão é
o que mais alto branda que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para
ódia-los. OS que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-los.
Eles sabem que são capazes de merece-los. Eis uma boa pista para saber o caráter
dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro obtém de modo desonroso; aquele que
o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que o dinheiro é mau. Essa
afirmativa é o estimga que identifica o saqueador , assim como o sino indicava
o leproso. Enquanto os homens viverem juntos da terra e precisarem de um meio
para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão
será o cano do fuzil. Mas o dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes
e o senhor quer ganhá-lo ou conservá-lo. Os homens que não têm coragem, orgulho
nem amor-próprio que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm
e não estão dispostos a defendê-los como defendem suas própras vidas, os homens
que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito
tempo. São presas fácil para o enxames de saqueadores que vivem debaixo das
pedras durantes séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem
que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-los
dessa culpa – bem como de sua própria vida, que é o que ele merece. Então o
senhor verá a ascensão dos homens que vivem uma vida dupla- que vivem da força, mas dependem dos que
vivem do comécio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens
vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade onde há moral, eles são
criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas
quando uma sociedade cria uma categoria
de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se
apossar das riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no
vingador daqueles que o criaram. Tais
saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois
que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo
outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados.
E assim continua, vendendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais
implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assasino vende o
batedor de carteiras. E então esta sociedade desaparece, em meio a ruínas e
matanças. Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é
o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por
consentimento, mas por compulsão – quando produzir é necessário pedir permissão
a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem
produtos, mas influencia – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e
favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba,
mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a
honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está
condenada. O dinheiro é um meio de troca tão nobre que não entra em competição
com as armas e não faz concessão à brutalidade. Ele não permite que um país
sobreviva se metade é propriedade, metade é produto de saques. Sempre que
surgem destruidores, a primeira coisa que eles destroem é o dinheiro, pois o
dinheiro protege os homens e constitui a base da existência moral. Os
destruidores se apossam de outro e deixam em troca uma pilha de papel falso.
Isto destrói os padrões objetivos e põe os homens nas mãos de um determinador
arbitrário de valores. O dinheiro era um valor objetivo, equivalente à riqueza
produzida. O papel é uma hipoteca sobre riquezas inexistentes, sustentado por
uma arma apontada para aqueles que têm
de produzi-las. O papel é um cheque emitido por saqueadores legais sobre uma
conta que não é deles: a virtude de suas vítimas. Cuidado que um da o cheque é devolvido,
com o carimbo: “sem fundos”. Se o senhor faz mal o meio de sobrevivência, não é
de se esperar que os homens permaneçam
bons. Não é de se esperar que eles continuem a seguir a moral e sacrifiquem
suas vidas para o proveito dos imorais. Não é de se esperar que eles produzam
quando a produção é punida e o saque é recompensado. Não pergunte quem está
destruindo o mundo: é o senhor. O senhor vive no meio das maiores realizações
da civilização mais produtiva do mundo e não sabe por que ela está ruindo a
olhos vistos, enquanto o senhor encara o dinheiro como selvagens o faziam, e
não sabe por que a selva está brotando nos arredores das cidades. Em toda a
história, o dinheiro sempre foi roubado por saqueadores de diversos tipos, com
nomes diferentes, mas cujo método sempre foi o mesmo: tomar o dinheiro à força
e manter os produtores de mão atadas, rebaixados, difamados, desordenados. Esta
afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com
tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo
– e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de
alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados. Enquanto a produção era
governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito
que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome , os
homens exaltam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de
estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos,
mercadores, lojistas – industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela
primeira vez na história, uma nação de dinheiro- e não conheço elogio maior aos
Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça,
liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro
foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo
trabalho, e ao invés de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador
da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o Self-made man – o industrial americano.
Se me perguntar qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque
ela contém todas as outras – o fato de que foram os americanos que criaram a
expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais
usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”; antes, os homens sempre
encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, perdida, herdada,
repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender
que a riqueza tem de ser criada. A expressão ‘fazer dinheiro’ resume a essência
da moralidade humana. Porém foi justamente por causa desta expressão que os
americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de
saqueadores. O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor
passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua
propriedade como culpa seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas
magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho
de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As
mentes apodrecidas que dizem não ver diferença entre o poder do dólar e o poder
do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o
que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de
todo bem, estarão caminhando para sua própria destruição. Quando o dinheiro
deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros,
os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites armas - ou
dólares. Façam sua escolha – não há outra opção – e o tempo está esgotado.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
"Quem é John Galt? trecho sobre Dinheiro Part.II
"Quem é John Galt?, da filosofa russa objetivista Ayn Rand, que viveu muitos anos nos Estados Unidos. A história é um romance, um livro denso e intenso, grande. São cerca de 1 mil páginas. Passa em uma época imprecisa, mas a autora dá a entender que é o início do século XX."
Trecho digitado por Ernani Augusto de Andrade:
Trecho digitado por Ernani Augusto de Andrade:
O dinheiro é feito pela inteligência
em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes?
Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito _ Antes de
poder ser embolsado pelos pidões e os saqueadores – pelo esforço honesto de
todo homem honesto, cada um na medida de suas capacidades. O homem honesto é
aquele que sabe não pode consumir mais
do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa
vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua
mente e seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor
do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar
com você o trabalho dele. O dinheiro que você obtenha em troca de seus produtos
e do seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do
seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar
com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus
produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para
os homens que o adquirem e nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios
em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias. O dinheiro
exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em beneficio próprio,
e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que homens
não são bestas de carga, que não nascem para arcar com ônus da miséria; de que
é preciso oferecer-lhe valores, não dores; de que o vinculo comum entre os
homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o
senhor venda não a sua franqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão
humana; exige que o senhor compre não o
pior que os outros oferecem, mas o
melhor que seu dinheiro pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio –
com razão e não à força, como árbitro irrecorrível -, é o melhor produto que
sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade -
e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o
código da existência cujo instrumento s símbolo é o dinheiro. É isto que o
senhor acha mau ? Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo onde o
senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios
satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. O dinheiro é o flagelo dos
homens que tentam inverter a lei da causalidade – os homens que tentam
substituir a mente pelo sequestro dos produtos da mente. O dinheiro não compra
felicidade para o homem que não sabe o que quer; não lhe dá um código de
valores se ele não tem conhecimento a respeito de valores, e não lhe dá um objetivo,
se ele não escolhe uma meta. O dinheiro não compra inteligência para o
estúpido, nem admiração para o covarde, nem respeito para o incompetente. O
homem que tenta comprar o cérebro de quem lhe é superior para servi-lo, usando
dinheiro para substituir seu juízo, termina vítima dos que lhe são inferiores.
Os homens inteligentes o abandonam, mas o trapaceiro e vigaristas correm a ele,
atraídos por uma lei que ele não descobriu: o homem não pode ser menor do que o
dinheiro que ele possui. É por isso que o senhor considera o dinheiro mau? Só o
homem que não precisa da fortuna herdada merece herdá-la – Aquele que faria sua
fortuna de qualquer modo, mesmo sem herança. Se um herdeiro está a altura de
sua herança, ela o serve; caso contrário, ela o destrói. Mas o senhor diz que o
dinheiro o corrompeu. Foi mesmo? Ou foi ele que corrompeu seu dinheiro? Não
inveje um herdeiro que não vale nada; a riqueza dele não é sua, e o senhor não
teria tirado melhor proveito dela. Não pense que ela deveria ser distribuída;
criar cinquenta parasitas em lugar de um só não reaviva a virtude morta que
criou a fortuna. O dinheiro é um poder vivo que morre quando se afasta de sua
origem. O dinheiro não serve à mente que não está a sua altura. É por isso que o senhor o considera mau ? O
dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredito que o senhor dá à sua
própria vida. Se a fonte é corrupta, o senhor condena sua própria existência. O
seu dinheiro provém da fraude? Da exploração dos vícios e da estupidez humana? O
senhor o Obteve servindo aos insensatos, na esperança de que sua capacidade
merece? Baixando seus padrões de exigência? Fazendo um trabalho que o senhor
despreza para compradores que o senhor não respeita? Neste caso o seu dinheiro
não lhe dará um momento sequer de felicidade. Todas as coisas que o senhor
adquirir serão não um tributo ao senhor, mas uma acusação;
sábado, 31 de agosto de 2013
Quem é John Galt? trecho sobre Dinheiro Part.I
"Quem é John Galt?, da filósofa russa objetivista Ayn Rand, que viveu muitos anos nos Estados Unidos. A história é um romance, um livro denso e intenso, grande. São cerca de 1 mil páginas. Passa em uma época imprecisa, mas a autora dá a entender que é o início do século XX."
Trecho digitado por Ernani Augusto de Andrade:
Trecho digitado por Ernani Augusto de Andrade:
"Francisco parecia não tê-lo visto. Rearden esperou , reprimindo o desejo de aproximar-se; não tem sentido, depois da ultima conversa que tivemos; para quê? O que diria a ele? E então, com a mesma sensação de bem-estar, sorridente, quando deu por si estava arrevessando o salão, em direção ao grupo que se formara em torno de Francisco d'Anconia.
Ao olhar para aquelas pessoas, Rearden perguntava-se por que motivo elas se sentiam atraídas por Francisco, por que fechavam no meio de um circulo apertado, quando era obvio, apesar de todos aqueles sorrisos, que detestavam. Em seus olhar de raiva culposa.Francisco estava encurralado contra o lado de uma escadaria de mármore, meio debruçado, meio sentado nos degraus; a informalidade de sua postura, juntamente com a estrita formalidade de suas roupas, lhe davam um ar de suprema elegância. Seu rosto ero o único que exibia o ar despreocupado e o sorriso radiante que conduziam com uma festa; porém seus olhos pareciam intencionalmente vazios de expressão, sem qualquer vestígio de alegria, revelando- como sinal de alerta - apenas a atividade de uma mente acentuadamente preceptiva.
A margem do grupo, despercebido, Rearden ouviu uma mulher com grandes brincos de brilhantantes e um rosto flácido e tenso perguntar nervosamente:
-Sr.d'Anconiam o que o senhor acha que vai acontecer com o mundo?
-Exatamente o que ele merece.
-Ah como senhor é cruel!
- A senhora não acredita na lei moral? Madame? - perguntou Francisco, muito sério.-Eu Acredito.
Rearden ouviu Bertram Scudderm que estava fora do grupo , dizer a uma moça que emitira algum som que traduzira indignação.
-Não se incomode com ele . Sabe, o dinheiro é a origem de todo mal, e ele é um produto típico do dinheiro.
Rearden achou que Francisco não deveria ter ouvido o comentário, porém viu-o virar-se para eles com um sorriso muito cortes.
-Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo mal ? O senhor já se perguntou qual a origem do Dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do principio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os que levam à força. O dinheiro só se torna possivel através dos homens que produzem .É isto que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto de esforço de outrem . Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lagrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser outro. são penhores de honra; por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carreira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo a seu redor existem homens que não traem aquele principio moral que é a origem do dinheiro. É isto que o senhor considera mau? Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a plantar o trigo. Tente obter alimentos usando apenas, movimentos físicos, e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra.Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimentos dos fracos? A riqueza é produto da capacidade humana de pensar.Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o invetaram?
segunda-feira, 22 de julho de 2013
NAGEL E O ABSURDO
A NOÇÃO DE ABSURDO EM THOMAS NAGEL
“Não poderiam explicar realmente por que razão a vida é absurda.” (NAGEL, 2010).Neste último capítulo pretende-se polemizar a questão de Camus, dizendo que não haveria motivos suficientes para chamar a vida de Absurda, mas dizer que a vida, de um modo geral, é sim desprovida de finalidade, justificativa e, portanto, o que Nagel denomina de sem sentido. No seu artigo filosófico sobre a questão do Absurdo, Nagel diz que nossa vida não é absurda meramente, porque não tem sentido (a) de que a seriedade com que levamos a nossa vida não é justificada; e (b) de que não podemos parar de levar a sério a nossa vida.
A QUESTÃO DO ABSURDO EM THOMAS NAGELA noção de Absurdo que um filósofo do século XXI faz menção e referências também para Albert Camus, torna-se relevante a esta pesquisa, pois alarga o uso do conceito, trazendo um novo olhar à questão da vida e suas incoerências clareza, para com o homem. Thomas Nagel (1937) é um filósofo americano, atua como professor na Universidade de Filosofia e Direito na Universidade de Nova York, onde ele leciona desde 1980. Suas principais áreas de interesse filosófico são a problemática da mente, política e ética. Ele é muito conhecido por sua crítica de reducionistas da mente em seu ensaio O que é que gosta de ser um morcego? De 1974 e por suas contribuições para o estudo deontológia teoria liberal moral e política, neokantiana,em A Possibilidade de Altruísmo, de 1970, e os outros escritos posteriores. Entre suas preocupações, como é natural de se esperar que filósofos devessem ter algo a falar sobre se a vida tem sentido, a questão recolocada por este filósofo, que Publicou originalmente como num artigo, sobre o sentido da vida e o absurdo, numa revista de filosofia da universidade de Cambridge. Nagel argumenta que nossa vida é sem sentido, e não absurda, “Além disso, falar de uma “vida sem sentido” não se limita a conotar o conceito de um absurdo”. Poderia ser absurda, porque ela envolve uma falta de critérios razoáveis, para a posse efetiva de sentido. “É inútil murmurar, a vida é destituída de sentido; a vida é destituída de sentido […] como um acompanhamento de tudo o que fazemos. Ao continuar a viver e a trabalhar e a labutar, levamo-nos, mas há sério ao agir independentemente do que dissermos. (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 732). Mas as situações do mundo são importantes e relevantes, pela relação que elas estabelecem uma com as outras, por exemplo, o dinheiro tem importância por causa daquilo que ele pode oferecer, mas não tem importância na sua própria realidade. Embora afirmem que seus raciocínios são longe de compreensão simples, como em relação ao Absurdo de Camus. Camus sustenta em O Mito de Sísifo que o absurdo emerge porque o mundo não obedece às nossas exigências de sentido. Isto sugere que o mundo poderia satisfazer tais exigências se fosse diferente. Mas agora podemos ver que isto não é assim. Não parece haver qualquer mundo concebível (que nos contenha) acerca do qual não possam levantar‐se dúvidas inapaziguáveis. Consequentemente, o absurdo da nossa situação não deriva de uma colisão entre as nossas expectativas e o mundo, mas de uma colisão no seio de nós (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 731). Este artigo, nesta pesquisa, torna-se rico, porque traz o conceito de Absurdo para a compreensão da vida. Com uma definição distinta dos escritos de Albert Camus, sendo Nagel o último filósofo a testemunhar a influência do argelino em sua obra.
O ABSURDO REVISITADO EM THOMAS NAGELO filósofo americano Thomas Nagel escreve um artigo com o título O Absurdo (The Absurd). Em 1971 publica para um jornal, da universidade em que leciona, (Universidade de Cambridge): O tema da sua conversação: [...] as razões avançadas em defesa desta convicção são patentemente desadequadas: não poderiam explicar realmente por que razão a vida é absurda. Por que constituem então uma expressão natural da impressão de que o é? (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 727). Este trecho demonstra de forma clara a semelhança com a questão de Camus (o ganhador do prêmio Nobel de 1957), também coloca no seu livro O Mito de Sísifo, afinal: o porquê o homem vive? Pergunta-se por que ele vive. Esse desconforto diante da inumanidade do próprio homem, essa queda incalculável ante a imagem do que nós somos, essa “náusea” como a denomina um autor dos nossos dias, é também o absurdo. De igual modo, o estranho que em determinados momentos vem ao nosso encontro num espelho, o irmão familiar e, no entanto, inquietante que reencontramos em nossas próprias fotografias, é ainda o absurdo (CAMUS, 2010, p. 28). Uma notável diferença é que, para Camus, o absurdo nasce ao homem da inconformidade com o exterior e interioridade consciente, o fora e o dentro, o mundo e os pensamentos, os sentidos e os fenômenos. O que Nagel argumenta é que “Dentro de nós” já existe toda uma ruptura com o mundo. Referências à nossa pequenez e a curta duração da vida e ao facto de que toda a humanidade acabará por desaparecer sem deixar traços são metáforas do passo atrás que nos permite encararmo‐nos a partir do exterior e achar curiosa e ligeiramente surpreendente a forma particular das nossas vidas. Simulando um ponto de vista de uma nebulosa, ilustramos a capacidade para nós vermos sem pressupostos, como ocupantes arbitrários, idiossincráticos e muitíssimo específicos do mundo, uma forma de vida entre incontáveis formas de vida possíveis (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 730). Mas sigamos a perspectiva de Nagel, no seu artigo escrito em língua inglesa, estruturado em sete tópicos. Pessoas sentem que a vida é absurda e alguns sentem vividamente e continuamente. No entanto, as razões geralmente oferecidas em defesa desta convicção são manifestamente inadequadas, e o argumento de que a vida não se pode explicar porque a vida é um absurdo. [...] dizemos para exprimir o absurdo de nossas vidas tem a ver, muitas vezes, com espaço ou tempo: somos partículas minúsculas na vastidão infinita do universo, nossas vidas são meros instantes, até mesmo em uma escala de tempo geológica, e muito menos em uma cósmica, nós estaremos todos mortos a qualquer momento. Mas é claro que nenhum desses fatos pode ser evidente, o que faz a vida absurda, se é absurdo (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 728). Nagel está sugerindo que o argumento a favor da absurdidade da vida falha sem nenhuma justificação, pois nada do que fazemos agora terá importância em um milhão de anos, ou seja, que faz a vida ser absurda se for mesma absurda. O filósofo americano afirma que uma situação é absurda “quando inclui uma discrepância óbvia entre a pretensão ou aspiração e a realidade” (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 729). A impressão de que a vida como um todo é absurda emerge quando nos damos conta que, de um modo indeterminado, uma pretensão ou aspiração de ideias, o que é inseparável da continuação da vida humana, é que torna o seu absurdo inevitável. As vidas de muitas pessoas são absurdas, temporária ou permanentemente, por razões comuns que têm a ver com as suas ambições, circunstâncias e relações pessoais. Se há uma acepção filosófica de absurdo, contudo, tem de emergir da percepção de algo universal — qualquer aspecto no qual a pretensão e a realidade inevitavelmente colidam, seja qual for a pessoa (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 729). Mas o que caracteriza o absurdo é a atitude humana que é o fato de muitas vezes darmos muita importância para alguma realidade, em descrédito de outras, esta escolha. É o que Nagel define como seriedade diante da vida e irrefutabilidade da dúvida. “Levamos algumas coisas mais, a sério do que as outras” (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 729). O que um filósofo quer dizer quando afirma que a vida humana é absurda? Na bibliografia sobre o sentido da vida, dizer que a vida humana é absurda frequentemente equivale a dizer que a vida humana não tem sentido objetivo. E dizer que a vida humana não tem sentido objetivo, por sua vez, significa dizer que a vida humana não tem valor ou não vale a pena ser vivida. Esta seriedade é colocada no sentido da problemática: afinal, qual é o compromisso que tenho comigo? Com a minha história? Com a minha situação na terra? Diz Nagel: “A vida humana é plena de esforço, planos, cálculos, sucesso e fracasso: conduzimos as nossas vidas, com diferentes graus de indolência e energia” (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 730). A intensidade com que cada ser humano pode atribuir importância à sua sobrevivência, vida sexual ou meio social pode variar, mas todo o ser humano, sem distinção, faz atribuições de valor e encara tais atribuições com seriedade. Esta é a nossa avaliação subjetiva ou o nosso ponto de vista “do interior” da vida, defende Nagel. Aqui a dimensão do absurdo fica latente, porque a vida é feita para se agir, mas, de maneira geral, o ser humano comporta-se de maneira prudente, mede risco, examina a situação. Nagel denomina como o “passo para trás” é a possiblidade humana de avaliar as justificativas das ações, tanto nos casos particulares como nas esferas sociais e históricas. O passo atrás crucial não é dado exigindo mais uma justificação na cadeia de justificações, que não existe. As objecções a esta linha de ataque foram já formuladas; as justificações chegam ao fim. Mas é precisamente isto que alimenta a dúvida universal. Damos um passo atrás e descobrimos que todo o sistema de justificação e crítica, que controla as nossas escolhas e sustenta o nosso direito à racionalidade, se apoia em respostas e hábitos que nunca pomos em questão, que não sabemos como defender sem circularidade, e aos quais continuaremos a dar a nossa adesão mesmo depois de serem postos em questão (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 730). O que parece conferir sentido ou justificação ou tornar significativo é em virtude do facto de não precisarmos de mais razões a partir de certo ponto para tomar uma decisão, o que torna a dúvida inevitável, com respeito a qualquer propósito mais vasto que encoraje a impressão de que a vida é significativa. Uma vez iniciada a dúvida fundamental, não pode ser abandonada. Mas Nagel afirma que o ser humano, ao ter a capacidade de autocrítica, autoconsciência, marca a indelével diferença entre os demais animais e mundo dos fenômenos. Por que não é absurda a vida de um rato? A órbita da Lua também não é absurda, mas não envolve quaisquer labutas ou objetivos. Um rato, contudo, tem de labutar para viver. Contudo, não é absurdo porque não tem as capacidades de autoconsciência e autotranscendência que lhe permitiriam ver que é apenas um rato. Se isso acontecesse, a sua vida tornar‐se‐ia absurda, dado que a autoconsciência não o faria deixar de ser um rato e não lhe permitiria elevar‐se acima das suas labutas de rato. Trazendo a sua nova autoconsciência, teria de retomar a sua vida árida, mas frenética, cheio de dúvidas a que não conseguiria responder, mas também cheio de propósitos que seria incapaz de abandonar (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 733). O camundongo teria agora dúvidas graves se pudesse tomar autoconsciência sobre aqueles propósitos que ele não pode abandonar? Antes que ele tivesse aquelas dúvidas, a vida dele, sobre seu ponto de vista, não era absurda, mas uma vez que tenha suas dúvidas, sua vida torna-se absurda, dado que ele não pode evitar, ele apenas busca seriamente seus propósitos, que são vitais. A sutil diferença entre humano e animais, explica Nagel, seria um campo transcendental, que apenas o homem está envolvido, a sua faculdade de sobrevoar sua existência e de intuir a transcendência. O ser humano, para Nagel, não pode evitar a autoconsciência, atingi-a ou a esquece, nenhuma pode ser alcançada pela vontade. Para travar a questão da absurdidade, diz Nagel, é possível por meio da possibilidade religiosa. E se alguém for bem-sucedido em tal empreitada de esvaziamento de mundo e a renúncia total de seu ser no mundo, terá que, depois desta purificação mental, tornar a consciência a uma vida mundana, portanto, que é encarar de forma muita árdua o mundo cotidiano. [...] para tentar destruir a outra componente do absurdo — abandonando a nossa vida humana, terrena e individual para nos identificarmos tão completamente quanto possível com o ponto de vista a partir do qual a vida humana parece arbitrária e trivial. (Este parece o ideal de certas religiões orientais.) Se formos bem‐sucedidos, não teremos de carregar a consciência superior ao longo de uma vida mundana árdua, e o absurdo diminuirá. Contudo, na medida em que este auto‐estiolamento resulta de esforço, força de vontade, ascetismo e assim por diante, exige que nos levemos a sério como indivíduos (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 732). Mas como evitar a saída extrema de levar a vida tão a sério, tornaria o homem, para auto definhamento, outra saida vida para é oo suicidio que é o que Camus propõe, mas Nagel quer evitar a absurdidade e o suicídio. Isto parece‐me romântico e levemente lamuriento. O nosso absurdo não justifica tanta aflição nem tanto despique. Correndo o risco de cair no romantismo por outra via, eu argumentaria que o absurdo é uma das nossas coisas mais humanas: uma manifestação das nossas características mais avançadas e interessantes. Como o cepticismo na epistemologia, só é possível porque temos um certo tipo de perspicácia — a capacidade para nos transcendermos em pensamento (NAGEL apud BONJOUR, 2010, p. 733). Nagel, para deixar a questão suave, disserta no final deste artigo sobre a lição de aprender de que nossa própria situação, que já é limitada, para deixar branda a questão ao homem, nem um demasiado desespero ou exaltado heroísmo, mas com uma certa medida de ironia e sagacidade pois afinal, como seres humanos temos consciência de nossa uma incapacidade para ver a irrelevância cósmica da situação em que estamos inseridos.
BONJOUR, Laurence & Baker, Ann. Filosofia, textos fundamentais comentados. Artmed, 2010 NAGEL, Thomas (1971) “O Absurdo”, Trad. D. Murcho, in Viver Para Quê? Ensaios sobre o sentido da vida. Lisboa: Dinalivro, 2009. ______. (1986) Visão a Partir de Lugar Nenhum. Trad. Silvana Vieira, São Paulo: Martins Fontes, 2004.
DICIONÁRIOS DE FILOSOFIA
FERRATER MORA, José. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 733, [8] p.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970. 976 p.
LALANDE, André. Vocabulário técnico e crítico da filosofia. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. xxiv, 1336 p.
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. 1. Ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. lix, 1986 p.
GRIMAL, Pierre. Dicionário da mitologia grega e romana. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993. 554 p.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
ARISTÓTELES ViDA E OBRA
Aristóteles filósofo grego da antiguidade clássica.Foi durante muito tempo discípulo de Platão até fundar o Liceu, sua escola filosófica. Viveu entre 348-322 a.C nasceu em Estagira cidade da Macedônia, ficou conhecido por educar Alexandre "o grande". Descendente de uma família de Ascleíades nas quais a arte da medicina se transmitia de pai para filho.
Sobre sua Obra, o que nos é transmitida e atribuída como sendo escritos de Aristóteles, versam sobre quase todas as ciências conhecidas da Antiguidade. Assim separada e classificas por ele como: Ciências teoréticas- cujo o objetivo é o SER e seus diversos gêneros(matemática,física e teologia ou filosofia primeira), as Ciências práticas- cujo o objeto é o bem como finalidade da AÇÃO (ÉTICA E POLÍTICA) e as ciências poéticas- que estudam as condições de produção da obra bela ( POÉTICA E RETÓRICA). Alem disto CATEGORIAS, o Tratado Da Interpretação, os dois Analíticos, Típicos e as Refutações Sofisticas, obras reunidas mais tarde sob titulo de Organon, fazem de Aristóteles o verdadeiro fundador da lógica. no campo da ciência físicas e Biológicas os escritos são:Física De Coelo, De generation et corrptione, Meteorológicas, De Anima, Parva Naturalia, História dos Animais, Das Partes dos Animais, Das Gerações dos Animais. Filosofia no sentido, é chamado Filosofia Primeira, reunida em quatorze livros chamado a METAFISICA- diz respeito as noções mais gerais do "do ser enquanto ser", "a essência" e as mais específicas noções do livro sobre: "Deus" ou "primeiros príncipios". A moral e político são assuntos dos livros: Ética a Nicômaco, Ética a Eudemo da Política . A tratados de Retórica e Poética, ambos com este nome. Este corpo enciclopédico do saber Humano reunido pelo gênio de Aristóteles(quatro séculos antes de Cristo)formou uma imagem de mundo que perdurará séculos adiante, à conhecer:ESCOLÁSTICA.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A CONDIÇÃO HUMANA
De fato quem começa a ler o livro de Hannah Arendt, a Condição Humana, tem uma vontade única afinal qual o diagnóstico, depois de uma clara introdução sobre o tema do livro e os desdobramentos filosóficos, políticos que sua obra abrange. Este livro é rico no detalhe que a filosofia toma em relação à História e seu recorte com autores da antiguidade, idade media, renascença, idade moderna e a chamando de pós-modernidade a atualidade.
Ela tende a demonstrar a origem de certo equívoco causado pela tradição. E como fomos construídos a política bem como o cenário das cidades e do mundo, para que hoje tenhamos o chamado mercado mundial globalizado. Um motivo encontrado em Arendt para justificar o fenômeno político é o da garantia da sobrevivência dos homens.
O livro já no começo dá a entender uma distinção Básica feita pela Filosofa Judia alemã. A constatação de um mundo HUMANO em contrapartida de um mundo NATURAL (BIOLOGICO).De fatos os dois se complementam, mas no sentido de que o mundo construído pelo labor humano, é o Artifício Humano, nas palavras de Arendt, esta conquista que o homem tem frente aos revés da natureza. O homem é um animal frágil diante da hostil natureza. O labor garante a sobrevivência, o homem tem um ciclo biológico: NATALIDADE E MORTALIDADE. O desejo do homem é conseguir superar estas duas imposições da própria natureza do ser humano. O mundo que os HOMENS construíram a partir da natureza. Garante sua perpetuação por gerações através do conhecimento e tradições.
Ao que parece o homem ao criar um mundo que garante sua sobrevivência, traz uma conseqüência trágica a sua condição e para o planeta que habita. Um inchaço tecnológico acarreta uma responsabilidade para com as gerações futuras. Afinal o homem ao construir, por exemplo, uma ogiva nuclear, torna-se obrigado a garantir parâmetros técnicos de segurança para que este artefato nuclear não devaste a vida na terra. Ou seja, o mundo criado pelo homem precisa de cuidado. Fora a degradação e o aceleramento do desgaste do planeta e seus recursos caros a manutenção da vida do homem. Isto é apenas o começo de suas profundas analises e palavras que buscam origem na formação da raiz dos Conceitos.
REFERENCIA: ARENDT, Hannah. A condição humana. 6 ed., rev. Rio de Janeiro: Forense, 1993. 352 p.
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